Sábado, 26 de Junho de 2010

Votar

Uma votação não é o expressar de uma opinião colectiva, mas sim a obtenção de uma tendência colectiva das opiniões individuais.

Quarta-feira, 31 de Março de 2010

O voto, o não-voto...

No que aos eleitores diz respeito, existem três tipos de pessoas: as que votam, as que se calam ou que vão participando de alguma maneira e os ratos que não votam, não participam mas aproveitam todas as oportunidades para sair a ganhar.
Votar é um acto fundamental de uma democracia, mesmo quando o resultado da votação é bastante previsível. O "não vale a pena" não é válido! Votar não serve para obter uma opinião colectiva, mas sim para expressar a vontade individual para chegar a uma tendência comum. As opiniões colectivas são próprias dos estados totalitários. Numa democracia, cada um pode e deve ter a sua opinião individual. E o voto serve para isso mesmo! Também não é válido o "não gosto de nenhum, por isso não vou"! O voto em branco serve para que cada um de nós possa dizer que nenhum candidato ou nenhuma lista merece a nossa confiança!
Mas, dos que não vão votar, é preciso falar dos ratos! Daqueles que não votando, não participando na democracia de qualquer outra maneira, aparecem quando lhes interessa, com a sua postura moralmente superior, a exigir favores e "jeitos" e acções do "arco da velha", roendo completamente as bases mais fundamentais da participação democrática!
A Democracia mais não é que todos os cidadãos, e se queremos que funcione bem, somos nós que temos de agir! Nós com a nossa opinião individual, nós com outros de opinião parecida com a nossa, nós todos... Umas vezes concordando, outras discordando, mas sempre tendo em conta que individualmente e colectivamente (ao mesmo tempo) somos nós que construímos a Democracia e o Estado em que vivemos.

Sábado, 16 de Janeiro de 2010

Viver acima das possibilidades

Não se pode viver acima das possibilidades. Não podemos gastar aquilo que não temos. No entanto há quem o faça e, pior ainda, há quem acredite que pode fazê-lo. Para estes últimos, a situação é muito preocupante pois o primeiro passo para se corrigir um erro é reconhecer que ele existe. E o erro aqui em causa, o tal de viver acima das possibilidades, é muito grave e, no entanto, não faltam exemplos de quem tenha caído na tentação: a pessoa que em vez de poupar gasta o seu dinheiro em futilidades incomportáveis, contraindo depois créditos e mais créditos, e mais compras, e mais créditos, e créditos para pagar créditos; a civilização (humana e "inteligente", note-se) que gasta petróleo e carvão a torto e a direito, contamina água e parece que tem prazer em misturar a "limpa" com a "suja", cresce e cresce, gasta e gasta, consome e consome sem que o Planeta esteja preparado para tal exigência.
Necessariamente tudo isto acabará mal se nada for feito! Sim, porque há um caminho diferente. O Mundo pode tornar-se mais sustentável para que possa viver na Terra. A pessoa pode mudar de vida, gastando menos e fazendo um plano de pagamento das dívidas. Mas se o caminho da solução não for o escolhido, a Terra dará ao Mundo desastres naturais, doenças, fome, o Mundo dará a si mesmo guerra e a pessoa acabará debaixo da ponte ou atrás das grades!
Não se pode viver acima das possibilidades, gastando aquilo que não temos ou aquilo que precisaremos no futuro! De uma maneira ou de outra, qualquer situação insustentável acabará mal e isto não é difícil de perceber! No entanto, parece que Portugal se esqueceu! Continuamos a gastar mais do que podemos. O endividamento externo (público e privado) aumenta a passos de gigante, mas nada fazemos para o impedir. O Estado mostra orgulhosamente um défice (= viver acima do que pode), contrai dívida de ânimo leve e continua escandalosamente despesista! Obras mal feitas com contas "derrapadas", câmaras municipais que gastam o seu dinheiro a ganhar eleições, órgãos de administração regionais pesadíssimos para as necessidades das suas funções! E nós individualmente? Contraimos empréstimos aos bancos (que vão buscar o dinheiro ao estrangeiro) para consumos muitas vezes desnecessários e, em grande parte das vezes, de produtos importados! Ou seja, o dinheiro entra no País, mas sai pouco depois.
Portugal não pode viver acima das possibilidades e se assim continuarmos veremos o nosso País na bancarrota dentro de alguns anos!

Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

Para gente que saiba matemática...

"Se o iogurte é derivado do leite, então o integral duplo do iogurte é a vaca."
Alguém disse e com muita razão!

Domingo, 20 de Dezembro de 2009

"A todos um bom Natal"

"Nesta manhã de Natal, há em todos os países muitos milhões de meninos" infelizes!

Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

A Madeira e as cadeiras confortáveis

Hoje li o artigo "Elogios na Madeira" e reparei que faltava a referência a um outro acontecimento de "elogios". Aquele outro que toda a gente sabe... Enfim... O que não se faz para continuar em cadeiras confortáveis...

Domingo, 29 de Novembro de 2009

Estai atentos!

O totalitarismo, em especial o de direita, ascende graças a uma imagem de salvador da pátria, ou, por vezes, apenas salvador da nossa vida individual. Coisas do dia-a-dia... Combate o medo da criminalidade com julgamentos sumários, fala ao povo e do povo apesar de ser elitista... E é assim... E é assim, com a falência da imagem da democracia portuguesa, que começará a erguer-se essa tal salvação, vida da direita, que mais não é do que um embuste de senhores que pensam em tudo menos nos Portugueses (já deram provas disso)!
Aos Portugueses: Estai atentos!